quinta-feira, 19 de julho de 2012

Quem é Deus pra mim?


por Alexandre Chaves,
10/05/2009

Este é o me filho amado, em quem me comprazo; a Ele ouvi. Mateus 17:5c. Então, eles, levantando os olhos, a niguém viram, senão Jesus. Mateus 17:8.



O intuito deste estudo é direcionarmos nossa atenção, para uma questão que é da mais absoluta importância no meu modo de ver para a igreja brasileira hoje. Refere-se ao fato de buscarmos a identidade de nosso Deus. Não que Deus não tenha identidade, ou que sofra de uma crise de identidade. O fato é que: a igreja brasileira contemporânea, muitas vezes parece estar confusa, e também parece confundir, no que se refere à identidade de Deus.

Há uma salada de pensamentos e de personalidades, atribuídas a Deus, tendo em vista, ignorâncias, perspectivas denominacionais, interesses pessoais, que acabam na tentativa de fazer com que Deus caiba dentro de seus propósitos egoístas, deformando Deus, e criando um deus muito mais parecido com deuses pagãos, ou com deus trazido pela filosofia helênica. Por isto precisamos nos dedicar a esta questão. 

"E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". João 17:3.

Este problema se dá por vários fatores, a secularização da igreja, o ensino de falsos profetas, a negligencia da palavra de Deus, a ganância de pastores inescrupulosos que pregam um deus cristão que tem a cara de mamom, e que nem de longe lembra o Deus revelado em Cristo Jesus. É por isso que Pedro nos alerta que "por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita". 2Pedro 2:3.

E se tem quem comercializa um deus assim, é porque têm também aqueles que não suportam a verdade, e estão dispostos a ouvir de um deus com o qual eles possam negociar. São aqueles para os quais a graça é uma ofensa e a ganância é uma característica, são ávidos para ouvir de um deus que trás prosperidade financeira, saúde, carro, casa, ou seja praticamente um deus "Baú da felicidade" isto já é previsto pelas escrituras, quando Paulo escrevendo a Timoteo diz: Porque vira tempo em que não suportarão a sã doutrina;mas, tendo coceira nos ouvidos, cercar-se-ão de mestres, segundo suas próprias cobiças; e se recusarão a dar ouvidos a verdade voltando às fábulas". 2Timóteo 4:3-4.

Mas o fator principal de tudo isto, é que tiraram a cruz do cristianismo, e cristianismo sem cruz não é cristianismo. O discipulado foi trocado por uma confissão vazia e sem repercussões praticas, o velho homem não foi morto, foi apenas perdoado para continuar sem peso na consciência, sua vida egoísta de pecado e ganância. A cruz passou a ser só de Cristo, e não minha, enquanto o ensino de Cristo nos traz outra realidade.

"Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me". Mateus 16: 24

Alguém já disse que o que você pensa a respeito de Deus, não mudara em nada o que Ele é. Não afetara em nada sua glória, seu poder e sua personalidade. "E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU". Êxodo 3:14a


Mas ainda que não afete o que Deus é, afetara em muito a sua vida, a maneira como você vive será determinada pela maneira como você percebe e se relaciona com Deus. Disto depende sua alegria ou tristeza, sua liberdade ou escravidão e se você vive em paz ou com medo, tudo isto esta diretamente ligada à maneira de como você percebe Deus.

Sabemos que Deus não pode ser definido, Ele é muito grande para caber em qualquer definição, toda tentativa neste sentido resultara necessariamente num erro, pois estaremos minimizando o infinito, se Deus pudesse caber dentro do entendimento do homem finito, Ele não seria Deus. A partir do texto de Mateus 17 do verso 1 ao 9 gostaria de junto com os irmãos meditarmos um pouco sobre esta questão, quem é Deus para mim?


"Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. Aproximando-se deles, tocou-lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais! Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus. E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Jesus: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos". Mateus 17:1-9



Aqui acontece algo fantástico, a cena é espetacular, Jesus Cristo glorificado esta diante de Pedro Tiago e João. Não só Ele, mas também Moisés esta ali, a figura, mais importante do judaísmo e do período da lei e também Elias, o maior representante dos profetas, e este texto nos da algumas dicas de como nós deveríamos proceder à partir de então.

Sabemos que toda história do povo de Israel, esta intrinsecamente ligada à revelação gradual de Deus ao homem, e isto permeia todas as escrituras a lei e os profetas. Mas esta revelação teria um ápice, e é justamente isto que esta acontecendo, o ápice da revelação de Deus esta ali, diante de Pedro Tiago e João. E Deus esta dizendo, este é meu filho amado, este é meu igual é assim que eu sou, é assim que o grande "EU SOU" é.

A escritura nos diz que "Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho".Hebreus 1:1. É isto que Deus esta querendo dizer quando coloca as duas figuras mais importantes da revelação de Deus até aquele momento, diante do Cristo glorificado, e o próprio Deus Pai se faz presente, a shekinah, a nuvem, a presença da glória do Pai esta ali para dizer, "... a Ele ouvi".

Quando penso em quantas pessoas sofrem neste exato momento por desconhecer o Deus revelado em Cristo Jesus, quantas pessoas vivem angustiadas e com medo porque o deus que lhes foi apresentado, ou que elas percebem, é muito mais parecido com os sacerdotes exigentes e com os escribas sem amor que crucificaram a Cristo, do que com aquele que foi capaz de orar pedindo ao Pai que perdoasse, aqueles que o estavam crucificando, ou seja, o próprio Jesus Cristo.

Pessoas que são incapazes de se reconhecerem como amadas de Deus, porque não conseguem cumprir as expectativas da religião, e por não verem somente a Cristo, e por não darem ouvidos somente a Ele, Cristo "que é a expressão exata do ser de Deus", não conseguem perceber que Deus os ama, pois Ele ama até os seus inimigos, e que esta disposto a perdoar, e a dar uma nova vida a qualquer um que se achegue a Ele em Cristo Jesus, com um coração quebrantado e contrito.

Se Cristo é a expressão exata de Deus, temos que reconhecer que Deus ama até quem lhe odeia, pois assim se revela Jesus quando nos ensina " Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem". Mateus 5: 44 e também "Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo"? Mateus 5: 46.

Deus estava em Cristo, dizendo e mostrando, olha como eu sou, olha como eu ajo. É o próprio Jesus quem diz no capitulo cinco do evangelho de João, que as coisas que Ele faz partem da observação de como Ele vê o pai fazendo, Deus o Pai é Seu grande exemplo, e como Ele vê o Pai fazendo, procura fazer igual, ou seja, ver Cristo agindo e ver Deus agindo.

É por isto que Deus esta desligando os holofotes de sobre a lei (Moises) e de sobre os profetas (Elias) e o esta colocando sobre Jesus. É por que chegou o momento de Deus se revelar, e a transfiguração, é uma ação extrema de Deus para chamar nossa atenção para o Cristo, e a cruz de Cristo, é a maneira dEle nos dizer, olha como eu te amo, olha o que eu sou capaz de fazer por amor.

Pois eu amei de tal forma você, que dei o meu único filho, para morrer dependurado numa cruz, para te tirar da lama do seu pecado, da escravidão e da falta de siguinificado que tem a sua vida, para te trazer para vida. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16. Esperando que de alguma forma você olhe para o meu filho e veja o quanto eu te amo, e seja constrangido por este amor, "Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram". 2Coríntios 5:14a

E descanse neste meu amor por você. Pare de olhar para a religião, pare de olhar para a lei, pare de olhar para os profetas "... a ninguém viram, senão somente a Jesus", na tentativa de saber como eu sou, olhe somente para o meu filho, e você saberá, como eu sou, o quanto eu te amo e como você deve agir. "Quem me vê a mim vê o Pai". João 14:9b.

Meus amados, que nós busquemos em Cristo, conhecer ao Pai, e ver na cruz de Cristo, a maior declaração de amor de Deus à humanidade, e encontrar descanso para as nossas almas aflitas, e como fruto deste amor de Deus por nós, Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmo". "Pois quem ama é nascido de Deus" e quem não ama, " não O viu e nem O conhece".

terça-feira, 17 de julho de 2012

LA MALDICIÓN DEL EVANGELIO GENÉRICO


LA MALDICIÓN DEL EVANGELIO GENÉRICO
Por: Alexandre Chaves / @pr_alexchaves
20/12/2009

No desecho la gracia de Dios; pues si por la ley fuese la justicia, entonces por demásmurrió Cristo. Gálatas 2:21
Cuando miramos para el contexto de Pablo en su carta a los Gálatas, podemos identificar dos realidades completamente distintas, coexistiendo en una situación dondeUna persigue y la otra es perseguida. "Pero entonces como el que había nacido según la carne perseguía al que había nacido según el Espíritu, así también ahora". (Gálatas 4:29). Esta persecución ocurre justamente por el hecho de que aquellos que son contados como hijos de la esclava no aceptaren la liberad de los hijos de Dios en Cristo Jesús. Y también, no consiguen disfrutar de la libertad de los hijos de Dios, justamente por no aceptaren que son esclavos.

Esclavos de la gloria humana, de la opinión ajena, del ego, del pecado, del suceso personal, y por no se creyeren así, esclavos, no consiguen arrepentirse y clamar a Dios misericordia para que puedan ser libertos. No aceptan que necesitan morir y nacer de nuevo, pues como Nicodemos son personas que poseen pedigree, y un concepto elevadísimo de sí mismas, son apegadas a su padrón moral y extremamente meritosas.

Pueden hasta aceptar que son pecadores, pues esto hace parte del cliché religioso, mas no pecadores como los demás…".Dios, te doy gracias porque no soy como los otros hombres…" (Lucas 18:11). Son pecadores, mas como hacen muchas obras externas de justicia humana, crean un mecanismo de compensación, basado en la justicia propia, que para Dios no pasa de trapo de inmundicia, como está escrito: "Si bien que todos nosotros somos como suciedad, y todas nuestras justicias como trapo de inmundicia; y caímos todos nosotros como la hoja, y nuestras maldades nos llevaron como viento". (Isaías 64:6).

Para las personas que tuvieron la revelación dada por el Espíritu, de que son como la descripción hecha por el profeta Isaías, no existe otro lugar en el universo en el que ellas deseen estar, a no ser en la gracia de Dios manifestada en Cristo, no existe otro camino que no sea Cristo y no existe otro motivo por el cual ellos puedan ser aceptos por Cristo Sino la sangre del Cordero Santo que fue vertida en la cruz que los purifica de todo pecado.

Los que se perciben de otra manera, nunca llegan al arrepentimiento para ser libertos por Cristo, al punto de clamar por Su gracia y misericordia; en realidad la gracia es muy mal comprendida por ellos, visto que sus calidades los impide de aceptarla de manera plena. La gracia es para estos, un opcional, como un auto que usted escoge con aire o sin aire condicionado, o sea, es algo que usted puede usar para darle algún conforto, mas en la falta de este opcional se puede vivir muy bien sin él. Además de lo que, la gracia no tendría valor si no fueran sus calidades y habilidades personales, sin las cuales el reino de Dios estaría en grandes apuros.

Con relación a la misericordia, son como aquél hombre descrito en Mateo capítulo 18, les gusta la gracia para si mismos, pero son resistentes en usarla para el prójimo. "El señor de aquel siervo, movido a misericordia, le soltó y le perdonó la deuda. Pero saliendo aquel siervo halló a uno de sus consiervos que le debía cien denarios; y haciendo de él, le ahogaba, diciendo: Págame lo que me debes". (Mateo 18: 27, 28).

Practican la lectura de las escrituras, hacen oraciones, ajunos, así como el fariseo en el templo descrito en Lucas 18, mas no consiguen admitir la verdad a respecto de si mismos, y y no creer en la suficiencia de Cristo, son aquellos " que están siempre prendiendo, y nunca pueden llegar al conocimiento de la verdad". (2 Timoteo 3:7). Por lo tanto, no pueden ser libertos.
Sabemos que nada es tan difícil para la mente humana comprender, cómo lo es el concepto de gracia. Vivimos en una sociedad sin gracia, donde la cosa más digna y valiosa es el merito. Las personas pueden incluso concordar en recibir algo que no les costó nada, como medio de obtener ventaja o ser suplido en una necesidad. Pero esto jamás tendrá el mismo valor de algo que ella haya conquistado por medio de sus esfuerzos y meritos.

Este es el motivo por el cual la gracia es tan atacada, ella ofende el merito, y nos pone en una situación de total falencia y dependencia de Dios. Y esto, para un ser caído, con su ego estratosférico, con su deseo de ser mayor que los demás, ser mejor que todos y de ser considerado como extremamente distinto y capaz, es indeseable, pues implica en admitir su total falencia y debilidad delante de si y delante de Dios.

Además de lo que, este estado en que se encuentra, lo hace querer ser como Dios, pero mayor, mejor y más distinto y capaz que Él. "…y seréis como Dios…" (Génesis 3:5). Cuando hablamos de la sociedad humana caída, o de la manera de ser de mundo, este, el mundo, no ve nada de malo en eso, Pues en las relaciones sociales, funciona así, en ella tienes que ser el mejor, el más capaz, el número 1 en todo lo que haces. El problema sucede cuando este concepto viene hacer parte de las acciones y relaciones de la iglesia, pues el mundo, como sistema, y el reino de Dios, son dos cosas antagónicas.

Por ser dos realidades contrarias, se dio el hecho de haber crucificado a Cristo, pues Él, al vivir la realidad del reino de Dios, de misericordia y gracia, exponía esta estructura maligna del mundo. Siendo así, queda incompatible a los discípulos de Cristo vivir la realidad del reino de Dios hoy, basado en la gracia y en la misericordia sin ser odiado por el mundo, por eso las escrituras nos dicen: "Si el mudo os aborrece, sabed que a mí me ha aborrecido antes que a vosotros. Si fuerais del mundo, el mundo amaría el suyo; pero porque no sois del mundo, antes yo os elegí del mundo, por eso el mundo os aborrece". (Juan 15: 18 y 19).

Cómo pueden entonces estas dos realidades tan distintas coexistir dentro de una sola estructura? Podríamos evocar a muchas razones externas para explicar este fenómeno, como, por ejemplo, el hecho de la iglesia de Cristo ser un organismo inclusivo, abierto a todos. Mas la realidad que proporciona esto acontecer es interna. El mundo es malo en si mismo, "Y vio Dios todo lo que había hecho, y he aquí que era muy bueno…" (Génesis 1:31).

El problema es el pecado que entró en el hombre, y por intermedio del hombre entro en el mundo. Esta estructura pecadora interna que nos lleva a querer ser como Dios, y a nos ofender con su gracia, a no reconocer que somos criaturas dependientes y carentes de la gracia y misericordia divina. Que nos lleva a competir entre nosotros, para saber quien será el mayor, y somos entonces confrontados por el Reino de Dios que se nos llegó en la persona de Cristo Jesús, aquel que tiene todo el poder y gloria, mas que se vacía para ser siervo de todos, y nos enseña, " El que es el mayor de vosotros, sea vuestro siervo". (Mateo 23:11).

Luego al principio de su carta Pablo demonstra toda su perplejidad, "Estoy maravillado de que tan pronto os hayáis alejado del que os llamó por la gracia de Cristo, para seguir un evangelio diferente". Gálatas 1:6. Surge entonces, delante de esta afirmación de Pablo, la manera por la cual se hace posible la práctica de la coexistencia entre esas dos realidades arriba mencionadas, aunque en eterna oposición, o sea, la creación de otro evangelio. Un evangelio híbrido, que mezcla la vieja alianza y la nueva alianza, donde Cristo y Su obra son insuficientes, donde la cruz es un escándalo y la gracia apenas una palabra.

Surge por medio de los halterofilistas de la fe, de aquellos que se juzgan super creyentes, los cuales no son como el Pablo que fue enseñado por Dios a gloriarse en su debilidad para que en él residiera el poder de Dios (2 Corintios 12). Para estos amantes
De la religión, lo más importante es la doctrina, mas para el evangelio que Cristo trajo, lo más importante es la vida y las personas (Marcos 2:27). Para los defensores de la religión, la existencia es gasta a partir de lo que es cierto o errado, viven aún por el árbol Del conocimiento del bien y del mal. Mas para los que fueron libertos en Cristo, para aquellos que murieron en Cristo, la única vida que importa es aquella que brota de la comunión con el Cristo resucitado.

Este otro evangelio surge con la disculpa de que aquellos que fueron libertos en Cristo no sabrán vivir en libertad, por eso se hace necesario la esclavitud de la ley. Desconocenel amor incondicional de Dios, por eso intentan comprarlo, sospechan de aquél que empezó a buena obra en nosotros, juzgando que Él no es fiel para completarla (Filipenses 1:6), y que aquellos que fueron albos de la gracia la usarán para pecar. Los que así hacen, desconocen la gracia, y ya no resta más sacrificio por el pecado (Hebreos 10:26).
Mas para aquellos que murieron en Cristo y que resucitaron en Cristo para una nueva vid, que libertos del pecado y de la ley, fueron hechos esclavos de la justicia (Romanos 6:17 y 18) las Escrituras nos enseñan: "Estad, pues, firmes en la libertad on que Cristo nos hizo libres, y no estéis otra vez sujetos al yugo de la esclavitud. He aquí, yo Pablo os digo que si os circuncidáis, de nada os aprovechará Cristo. Y otra vez testifico a todo hombre que se circuncida, que está obligado a guardar toda la ley. De Cristo os desligasteis, los que por la ley os justificáis; de la gracia habéis caído". (Gálatas 5:1-4) . Por alexandre Chaves

O Papanoelismo

A religião nos imputa a ideia de que o nosso Pai está logo atrás de nós com a mão levantada esperando você fazer besteira, um pecadinho qualquer, e a outra mão para apontar para você e dar-te a sentença a ser cumprida. Veem um deus vingativo à la papai Noel: um ser exuberantemente meritocrático que dá presentes de acordo com as obras de cada um. Um velho estupidificado que na sua obesidade mórbida causada pelos seus excessivos exageros sacia suas próprias vontades, pois ele mesmo é aquele que dá a quem merece. E ninguém melhor do que ele para merecê-lo. Um velhaco hipócrita que abusa de anões, que esquece sua esposa, e ri em alta voz ‘’Ho!, Ho!, Ho!’’ no conforto do seu carrinho, enquanto crianças mal educadas pelos seus próprios pais clamam por amor e creem que logo receberão algo pelo seu próprio esforço, anulando, portanto o amor. Veem um deus religioso, sarcástico e pobre em misericórdia que nos perguntaria:


"Você foi um bom menino? Passou de ano? Mentiu pra mamãe? E para o papai, mentiu? Brigou na escola? E com a irmãzinha, brigou? Matou alguém? Cometeu estupro? Foi corrupto? Roubou do teu irmão? Sonegou imposto? Deu o calote? Não deu o dízimo? Não foi a igreja? Orou muito pouco? Orou errado? Viu pornografia? Traiu sua esposa? Traiu com os olhares trocados? Mentiu aos seus filhos? Maldisse teu vizinho? Surrou a tua esposa? Tem pregado o evangelho? Tem se lembrado de mim? Tem me colocado acima de todas as coisas? E aqueles pensamentos impuros? E esse orgulho todo? Tem sido um falso humilde? Você tem dependido de si próprio? O que você fez pra agradar-me? Você tem ajudado os pobres? Doou sangue? Pagou umas cestas básicas? Participou das reuniões da igreja? Leu a Bíblia? Sonegou impostos? Decorou versículos? Fez cara de santo? Dormiu demais? Trabalhou de menos? Acusou teu irmão naquilo que você mesmo cai? Corre sem destino algum? Tem objetivos demais? Tem surtos de prodigalidade? Estourou o cartão? Agradou ao pastor? Cumpriu teu papel? Comeu ou bebeu demais? De menos? E tua família, teus amigos, teu amor e paciência? Onde mora o teu coração: no bolso ou no peito? Onde está a tua saúde e de onde vem a tua paz?”.


    Esse tipo de pergunta faz parte da vida de muita gente, começando pela minha. Estamos imersos em um sistema que nos imputa a criação de um deus que não é gracioso, misericordioso e muito menos amoroso. Seja ela cristã ou não, a religião nos mostra que temos um enorme juiz onipotente, onipresente e onisciente que muito raramente tem peninha de nós; ele é sádico. E quando dificilmente piedoso se torna, ele se transforma como num pai de aluguel, que deixa alguns pecados e transgressões passar de largo à sua vista com as condições de que oremos muito e esfolemos nossos joelhos no milho. Com a condição de que não ouçamos rock, que jejuemos, compremos bíblias e a leiamos mais.


   Somos masoquistas espirituais e achamos que o nosso Pai celeste é um voyeur tarado por um sodomismo religioso.

     Aquele safado e pernicioso papai Noel é um grande paradigma dos séculos XX e XXI de um deus de muita gente. Um deusinho mequetrefe que mora continuamente nas consciências incitando-as a um arrependimento a fórceps e a uma reprodução deste modelinho também muito pernicioso. Há um arrependimento gerado pelo medo, e não há se quer a sombra do perdão gratuito na Cruz de Cristo. Um perdão que pode ao máximo ser recebido, não aceito, pois já foi dado. O modelo “bom velhinho” é a grande perfídia da bondade! A grande ideologia por de traz desse vil recompensador encapuzado é terrível. 


        Ele é uma figura paterna bem consolidada e reconhecida para todos e somos condicionados desde pequenos a ‘’sermos bonzinhos’’, porque isso nos trará recompensas e presentes que desejamos. Tudo é naturalmente impulsionado pelas nossas obscuras necessidades que, a nosso ver, carecem ser saciadas e embriagadas de exagero até que sejamos consumidos pelo nosso próprio consumo. 

Neste sistema não há espaço algum para a gratuidade da graça de Deus, que sabe o que de fato carecemos. Imagine Deus como papai Noel no juízo final:

         - Foi bom? Só um pouco? Não? Pecou? Sim? Pecou mais do que suas boas obras? [pausa para calcular o peso das obras] Ish... Desculpe-me, mas assim não vai dar. Olhe aqui na balança. Somente por uma ajuda a um idoso a atravessar a rua você não vai aos céus. Desse jeito não posso conceder-lhe um perdão completo. Portanto, nada de céu pra você. Quem sabe na próxima, ok? A gente se vê na próxima eternidade.

            O que é toda esta estupidez senão um bruto e estúpido absurdo!

Há um medo ecumênico nas igrejas e religiões denominadas cristãs ao se quer imaginar que Deus tudo vê. A sua onisciência assustou a Jonas e nos assombra também. Constantemente fugimos no barco da insegurança ao considerarmos que não somos amados de Abba. Guiamos o manche do medo em direção ao grande peixe e assim somos constantemente abocanhados pelos sistemas religiosos meritocrático, sendo este último um grande pleonasmo.


     Quando se fala a respeito do amor do Pai não existem idiossincrasias. Não há formas diversas de reação. Não há outra resposta ao verdadeiro amor de Cristo senão o completo constrangimento, como disse Paulo. Não há medo no amor, assim como também não há verdadeiro amor quando há medo, ganância, ou orgulho entremeados em uma relação.

A Cruz de Cristo é a manifestação da brutalidade do Amor; da sua loucura e da audácia de Deus a nosso favor. Diante deste amor marroaz: o que fazer? O que dizer? A quem recorrer?

Por que, simplesmente, não nos repousamos de braços abertos no oceano do amor louco de Deus por nós?

por Bernardo Pires Küster.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

THE TRADICIONALISM TEMPTATION

THE TRADICIONALISM TEMPTATION
Por: Alexandre Chaves / @pr_alexchaves
09/05/2010

You have let go of the commands of God and are holding on to the traditions of men. Mark 7:8.
When we look at the scriptures carefully, as well as to the history of the church, or the revival moves, we can see a recurrent dynamism. It is the fact about the detachment of the original goal proposed by the moves, which damages the ideas destroying almost everything.
Most of the times, what came out as a determined intention, as years pass by, transforms itself in something which is the opposite. Experts say that the prophetic move tends to be sacerdotal as times goes by.
As an historical example, we can highlight the Protestantism, which is born in order to restore biblical truth, after many centuries it has been substituted by human doctrine, after a naïve intention to reform the Roman catholic church.
In the Gospel perspective, the great revival moves of the history, such as, the Moravio Revival of Earl Zinzendorf in the century XVIII, which was base for revival afterwards as well as the Protestant Reform, doesn’t have as fundament to discover a new idea about the gospel, the gospel by itself is new.
Its beauty lays in the rediscovering the same immutable freedom truth of the word of God, the one which comes from the Gospel of Jesus Christ. In the Moraviano Revival, what made difference was the dedication to practice and prayer, reading the scriptures and the relationship of helping one another.
There is nothing new on that, by the way, nothing is more basic for Christian faith than praying and having communion with the word and with one another, as we can check in the book of Acts. They devoted themselves to the apostles’ teaching and to the fellowship, to the breaking of bread and to prayer. (Acts 2:42)
In the reformation, despite the 95 thesis of Luttero, we can state what is known as the 5 poles of the reform, which were 1º Sola Scriptura, 2º Sola Gratia, 3º Sola Fide, 4º Solo Christi, 5º Soli Deo Glória. The reform comes out in a moment where the encyclical from the Pope had more authority than the scriptures. At that time, people could not read the Bible, even if the Bible would say to us: All Scripture is God-breathed and is useful for teaching, rebuking, correcting and training in righteousness, so that the man of God may be thoroughly equipped for every good work. IITh 3:16-17.
At that time, there was no Grace because it was being substituted by paying indulgences and faith was faked in the fireplace even though if the word of God taught us "…For it is by grace you have been saved, through faith—and this not from yourselves, it is the gift of God— not by works, so that no one can boast" (Eph. 2:8-9)
Christ intermediation was not enough, as was not his cross. They needed some other mediators between God and men, even knowing about the word of God which says: "For there is one God and one mediator between God and men, the man Christ Jesus." (1Th 2:5). The glory of God was substituted by the glory of men, fact which was against the word of God.
What makes this happen is the association of time plus men obstinacy of connecting to the wisdom of this world, "Has not God made foolish the wisdom of the world?" (1Cor 2;20c), men who love the rules they invented instead of the freedom promoted by gospel. This association produces one of the most terrible fort named traditionalism, so these people stand themselves in human tradition not in the word of God.
A good example of this is when the actual church, before a woman, whose adultery was discovered, condemns her according to the religious traditionalism, while in the true gospel, Christ Jesus says: "Then neither do I condemn you," Jesus declared. "Go now and leave your life of sin." (John 8:11b) Even not being possible to stone her, we do that with our eyes of condemnation, even it’s not possible to kill her, we do it socially, not living or talking to her.
Doing so, we act against the Christ we say we believe and according to the traditional religion of Pharisees, scribes and priests that crucified Jesus. Brennan Manning writes in his book "The ragamuffin Gospel": "Jesus used to sit at the table with anyone that wished to be present, including those who were banned of their homes. Sharing meals, they used to receive consideration instead of condemnation. A merciful forgiveness instead of a guilty verdict. Admirable grace instead of universal disgrace. That is a very good demosntration of practicing the Law of Grace, which is a new chance in life."
In order to make this reform exist, it was needed to search the source of sincerity, the truly essence of the gospel, setting it apart of every trash, the ones men in the course of life, willing for the wisdom, interests and human glory of this world added to the gospel of God. This fact made Gospel lose its true character, denying its effectiveness. That’s what Paul calls as another gospel. "I am astonished that you are so quickly deserting the one who called you by the grace of Christ and are turning to a different gospel" (Galatians 1:6)
Beyond this search, what was the most important fact for this reform to happen, was God by His spirit, rising men, those who had nothing but Jesus, dead men for people’s reputation, for themselves, but alive for God. This condition gave them the daring to break up with all the religious tradition during the centuries.
Nowdays, after 493 years after the protestant reform, we face the same problem Luttero faced, religious tradition speaks up than the word of God, grace has been looked down, faith is believing in anything, since the person will not to compromise with anything. Christ is not enough and God is there only if He can take with Him human glory, recognizing the faithful distinction of certain men. It happens even inside the churches that where fruit of the reform.
We can’t be shocked, this tension will always exist, what we should do is to open ourselves to the news of the gospel, rejecting the worldwide structures which slave us, as we can see in Romans: Do not conform any longer to the pattern of this world, but be transformed by the renewing of your mind. Then you will be able to test and approve what God’s will is—his good, pleasing and perfect will. (Romans 12:2)
Human tradition will always make use of enemy’s weapon in our soul, to captive us in the sin, because obedience of traditionalism will never make man free from his sin. Only the obedience to the gospel and to the grace of God in Christ Jesus can save man, freeing him of himself and his sin before his death and resurrection with Christ.
Yes, the gospel, the good news of God, the news brought in the incarnation of Christ, as John says : For the law was given through Moses; grace and truth came through Jesus Christ. (John 1:17) and not the traditionalism of the law, that was withdrawn in Christ, and Paul states: But their minds were made dull, for to this day the same veil remains when the old covenant is read. It has not been removed, because only in Christ is it taken away. (2Corinthians 3:14)
But the new wine that breaks the old bottle, which is a shame for the religious traditionalism, a scandal should be always a reason of happiness as it’s written: I am not ashamed of the gospel, because it is the power of God for the salvation of everyone who believes: first for the Jew, then for the Gentile. For in the gospel a righteousness from God is revealed, a righteousness that is by faith from first to last,[a] just as it is written: "The righteous will live by faith." (Romans 1:16-17)
When Jesus was interrogated by the Pharisees and scribes about the reason his disciples were not following the tradition of the oldest, he answered in Mark 7:6-9: He replied, "Isaiah was right when he prophesied about you hypocrites; as it is written: " ‘These people honor me with their lips, but their hearts are far from me. 7They worship me in vain; their teachings are but rules taught by men.’[b] 8You have let go of the commands of God and are holding on to the traditions of men." 9And he said to them: "You have a fine way of setting aside the commands of God in order to observe[c] your own traditions! (Mark 7:6-9)
May God make us live free of this, and may He also give us daring to live, not only with his word but also trusting only in his grace, by faith, and in the sufficiency of Christ so that God can be the only one we will glorify. Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solo Christi, Soli Deo glória.

SEU FILHO DO PAI



O intuito deste estudo é direcionarmos nossa atenção, para uma questão que é da mais absoluta importância no meu modo de ver para a igreja brasileira hoje. Refere-se ao fato de buscarmos a identidade de nosso Deus. Não que Deus não tenha identidade, ou que sofra de uma crise de identidade. O fato é que: a igreja brasileira contemporânea, muitas vezes parece estar confusa, e também parece confundir, no que se refere à identidade de Deus.

Há uma salada de pensamentos e de personalidades, atribuídas a Deus, tendo em vista, ignorâncias, perspectivas denominacionais, interesses pessoais, que acabam na tentativa de fazer com que Deus caiba dentro de seus propósitos egoístas, deformando Deus, e criando um deus muito mais parecido com deuses pagãos, ou com deus trazido pela filosofia helênica. Por isto precisamos nos dedicar a esta questão. "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". João 17:3.

Este problema se dá por vários fatores, a secularização da igreja, o ensino de falsos profetas, a negligencia da palavra de Deus, a ganância de pastores inescrupulosos que pregam um deus cristão que tem a cara de mamom, e que nem de longe lembra o Deus revelado em Cristo Jesus. É por isso que Pedro nos alerta que "por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita". 2Pedro 2:3.

E se tem quem comercializa um deus assim, é porque têm também aqueles que não suportam a verdade, e estão dispostos a ouvir de um deus com o qual eles possam negociar. São aqueles para os quais a graça é uma ofensa e a ganância é uma característica, são ávidos para ouvir de um deus que trás prosperidade financeira, saúde, carro, casa, ou seja praticamente um deus "Baú da felicidade" isto já é previsto pelas escrituras, porem a grande revelação que Jesus Cristo trouxe é que Deus é Pai. por Alexandre Chaves / @pr_alexchaves

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Por que eu ODEIO religião, contudo AMO o Nazareno!


O cristão sem Cristo é
pão sem farinha, fogo sem chama,
mar sem água, praia sem mar,
caneta sem tinta, amor sem se dar.
O cristão sem Cruz é agulha sem bala,
é um copo vazio, é corpo sem alma,
é sangue sem corpo, é um prato vazio,
é espírito morto, é vida no aborto,
é agulha sem linha, é total desconforto,
é viver do elogio, é um’alma sozinha.
Cristão na Cruz é morte ao esforço,
o ser vivo morto,
é pintinho no ovo, é um novo novilho, 
é ser todo novo, é um novo porvir, 
é um novo descanso, e novo viver,
é o velho bem morto,  é um passado absorto, 
é estar morto; ser vivo, é a nova liberdade,
é a leveza, o amor, a segurança.
Cristão na Cruz: é Cristo no cristão.

 [filho de Aba]


segunda-feira, 9 de julho de 2012

EXISTE ALGUM PROCESSO DE CULPA NEURÓTICA INSTALADA EM SEU CORAÇÃO? "Programa Papo de graça"





  O diabo da alma.

Depois da queda, como consequência do seu desejo de ser perfeito e de ser deus, instalou-se no ser humano todos os ingredientes necessários para o surgimento da loucura. A expectativa da perfeição, ou seja, a obsessão teomaníaca pela inerrância, aliada ao fato de que o homem em sua natureza caída está inexoravelmente sujeito ao erro, acaba produzindo uma esquizofrenia básica e um senso de culpa – esta culpa é o diabo da alma.


Existem culpas reais, culpas neuróticas e culpas autoexpiatórias, as quais surgem como tentativas de autopurgação. Isto acontece porque o ser humano ficou tão adoecido em sua pretensão soberba de ser perfeito e viver por si mesmo, que até mesmo quando ele experimenta a Graça de Deus mediante a fé, e a pacificação da alma trazida pela boa notícia de que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados, ele acaba por sentir culpa por esta paz.


Seja qual for a culpa, para todas elas o sangue de Jesus Cristo vertido na Cruz do Calvário é suficiente e eficiente para nos purificar a consciência, a alma e o espírito: muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! (Hb 9:14).


Para que estas culpas não nos penalizem, nos deixando enfermos e infrutíferos, a única via que temos é a fé, a confiança simples no amor de Deus manifestado em Jesus Cristo e, em sua obra na Cruz. Como alguém já disse, “o que posso eu fazer, se o único que poderia me condenar resolveu me defender? Portanto, constituo Deus, meu Advogado contra Deus”. É mediante esta Graça e este amor que nos constrange que podemos nos entender como Novas Criaturas, criadas em Cristo Jesus para as boas obras, as quais, o Pai de amor já  realizou com o propósito e objetivo de que andemos por elas.


É neste amor extravagante, louco e inexplicável, e em sua Graça que faz todas as coisas de antemão, é que temos a única e legítima motivação para andar em santidade e em serviço alegre e frugal, que é o amor. Portanto, esse andar não se realiza por culpa, interesse ou medo, pois o perfeito amor lança fora todo o medo e Deus é amor. Se Jesus disse que o seu fardo é leve e o seu jugo é suave, por que devemos andar pesados e sobrecarregados? Em outras palavras, se o fardo é leve, por que estou cansado?


Quando isto acontece é sinal de que ao invés de estarmos olhando para o Cristo de Deus, de fato, estamos olhando para um ídolo exigente e sem amor que carrega o nome de Cristo, que tem a semelhança de homens caídos, posto que criados pelos próprios homens -  o Cristo das religiões. Que o Pai nos dê fé para crer no escandaloso brado do Evangelho encarnado que disse, Está Consumado! Que o Pai nos dê fé para que: descansados na verdade consumada de que nenhuma condenação há sobre a vida daqueles que perderam suas vidas em Cristo, possamos viver a Vida Daquele  que vive em nós. Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim (Gl 2:20). Por Alexandre Chaves / @pr_alexchaves


 

sábado, 7 de julho de 2012

O DEUS DOS LOUCOS




Click aqui para assistir em vídeo.


O DEUS DOS LOUCOS
Por: Alexandre Chaves  / @pr_alexchaves


Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. 1 Coríntios 1:23
Depois do Renascentismo, o Iluminismo, movimento cultural surgido na Inglaterra, Holanda e França nos séculos XVII e XVIII, que teve como precursor o matemático francês René Descartes (1596-1650), tem sido um dos movimentos que mais influenciou e continua influenciando a formação do pensamento ocidental em nossos dias. Este movimento traz entre suas características primordiais, o conceito segundo o qual a razão é o principal meio para se adquirir conhecimento em todas as áreas.

Tal movimento trouxe muitos avanços para humanidade na área do conhecimento, criando as condições para a revolução industrial e a produção das tecnologias que hoje conhecemos. Associado à revolução francesa, este movimento também deu causa a um significativo impacto político à sociedade.

Porém, como tudo que é produzido pelo homem, e que busca no homem sua identidade e origem, acabou frutificando em morte. Isto porque, o homem separado de Deus, com sua pretensão de sustentar a si, está morto, tornando-se ao mesmo tempo, produtor de morte. “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” Romanos 5:12.

Assim como um Midas às avessas, tudo o que o homem toca e cria, produz morte. Isto acontece como reflexo de sua própria essência, contaminada pela morte, como consequência natural de uma existência sem Deus, pautada pela ciência do bem e do mal. “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”Gênesis 2:17.

O homem depois da queda é alguém que tem poder para começar uma história, mas não tem poder sobre seus desdobramentos. É como o trabalhador que acende um fósforo para aquecer sua refeição e acaba por incendiar uma floresta inteira. Por ter poder para começar algo, tem a ilusão de que é livre, mas como diz Jacques Ellul: “ o conceito de liberdade deve ser substituído pelo conceito de autonomia.”

Esta sua condição criativa, dá a ele uma sensação de poder. Mais do que isso, uma pretensão de ser como Deus; uma teomania, ou seja, o pecado em sua forma mais pura, o qual o impede de dar crédito à palavra de Deus; uma cegueira que não lhe deixa perceber o seu fracasso. Assim procedendo, está dando crédito à palavra do diabo: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal.”Genesis 3:5.Cego pelo pecado de querer ser Deus, o homem segue sua saga histórica repleta de evolução cientifica, desigualdade e morte.

O Iluminismo, com sua proposta de racionalizar tudo, surge como uma reação a meu ver legítima, porém desequilibrada, trazendo em si uma crítica à Idade Média - período histórico marcado pelo monopólio da igreja. Neste período, a igreja institucional católica, obliterava toda forma de conhecimento que punha em perigo sua hegemonia política, sua credibilidade como detentora da verdade, seu lucro e seu controle sobre a sociedade e a vida das pessoas, período este que passou a ser conhecido, a partir de então, como a idade das trevas.

Porém, fazer da razão o meio para alcançar todo tipo de conhecimento, a ponto de Descartes afirmar em sua obra “Discurso do método” que: “A partir da dúvida racional pode-se alcançar a compreensão do mundo, e mesmo de Deus” é uma pretensão própria da soberba humana. Além do que, as pessoas que difundiam essas idéias, julgavam-se propagadores da luz e do conhecimento, sendo por isso chamadas de iluministas. Entretanto, a Bíblia, falando de Jesus Cristo diz o seguinte:“Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.” João 1:9.

Alguém poderia argumentar. Por que a razão não pode ser o instrumento adequado para a compreensão do mundo, e mesmo de Deus? A crítica que apenas se propõe a dizer o que está errado, mas não diz o porquê é vazia e infantil. Usemos a própria razão neste caso. Pode um copo conter toda a grandeza do mar, sua biodiversidade, profundeza e mistérios? Pode o finito conter o infinito? Tampouco poderá o homem explicar Deus. “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” Romanos 11:33.

Só o fato de estarmos argumentando sobre isto, mostra o quanto somos pequenos e infantis. Tendo em vista se tratar de um argumento que deveria estar ultrapassado, pois fere até mesmo a lógica da razão. Mas, como a Bíblia sagrada afirma que, “A ciência incha, mas o amor edifica”. 1 Corintios 8:1, a humanidade ensoberbecida pelo conhecimento e desprovida de amor, ao invés de negar a si mesma, reconhecendo sua finitude e incompetência diante de questões espirituais, prefere antes, negar a Deus e suas obras. “Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus”.Salmos 10:4.

Quando olhamos para a fé cristã em tempos de pós-modernidade, percebemos que este conceito de querer que Deus seja contido por neurônios humanos, tem migrado para o campo da fé. Abraçamos muitas vezes a sabedoria deste mundo, rejeitando assim a loucura de Deus, mas a Bíblia nos ensina que. “... a loucura de Deus é mais sábia do que os homens”. 1Corintios 1:25a.E também, que Deus chama a sabedoria deste mundo de loucura. “...Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? 1 Corintios 1:20.

Permita-me dizer algo: nós não precisamos de mais lógica, conhecimento e cultura. Nós precisamos de uma dose cavalar de loucura; da maravilhosa loucura de Deus. Do tipo de loucura de alguém que levanta a cabeça e de forma confiante, atravessa a largura da praia em direção ao mar, sabendo que o mar se abrirá, porque Deus o disse. Ou como aquele que sai do barco e pisa sobre as águas como quem pisa em terra firme, mesmo que isto contrarie sua lógica e cultura aprendidas durante toda sua vida, expressando assim uma fé simples no seu salvador que diz: Vem.

Vejo irmãos sofrendo porque querem fazer da vida cristã uma ciência. Porque estão viciados em uma lógica explicativa para tudo. Querem compreender para depois crer. Querem compreender o mecanismo funcional das coisas espirituais para, quem sabe, mudá-las, aperfeiçoá-las e depois comercializá-las - como muitos fazem hoje em dia.

Este pensamento é estimulado por alguns que se acham detentores dos conhecimentos secretos de Deus, abrindo um pressuposto de que talvez Deus possa ser contido pela mente humana, como um ser previsível e limitado. Depois, cobram um alto preço por estas informações, disfarçados de homens de Deus e cheios de supostas intenções espirituais.

São estes os pajés imantados, os xamãs que julgam confinar Deus aos seus conhecimentos, e que determinam a Deus que satisfaça suas vontades egoístas, simplesmente porque pensam que descobriram a lógica manipulatória da divindade, da qual Deus não pode escapar.

Tornam-se com isto senhores da divindade. São eles que agendam a hora em que este pseudo deus ira atuar - normalmente na sexta-feira, que é o dia do milagre. Querem obrigar Deus a encher seus bolsos de dinheiro – posto que o deus deles é o ventre – assim como os bolsos de seus ouvintes, mesmo que isto signifique mantê-los escravizados ao mais tirano dos ídolos que é Mamom; o qual exigirá deles sacrifícios dos mais terríveis como: sua saúde, relacionamentos e família, não obstante estejam sendo levadas para o inferno. Manipular o divino como se a dimensão espiritual fosse refém da lógica humana é coisa das religiões animistas, e não da fé cristã verdadeira.

Tentar conter Deus e as coisas de Deus na mente humana não é algo novo. Nos dias em que o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o filho de Deus, andou entre nós como homem, isto acontecia. Podemos tomar como exemplo, um sábio de Seu tempo, como Nicodemos, querendo saber o mecanismo lógico para a loucura do novo nascimento. Disse-lhe Nicodemos: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?”João 3:4.

Jesus então se detém a explicar na lógica do céu, na lógica do vento, na esperança de que Nicodemos pudesse entender, tendo em vista, ser ele considerado mestre em Israel, familiarizado com a maravilhosa e sábia loucura de Deus; perpassado pela cultura e pela história do seu povo profundamente envolvida pelo agir de Deus; história esta cheia de fatos inexplicáveis e, além disso, vivendo cercado pela dimensão do sagrado, em meio a templos, sacrifícios e sacerdotes.

Jesus, então, passa a dizer-lhe: “Em verdade, em verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito, é espírito. Não te maravilhes de eu te dizer:Necessário voz é nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, e nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito.”João 3:5-8. Porém, o questionamento persiste....como pode ser isto?”João 3:9b.

O aparente espanto de Jesus é notório: ...tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas? João 3:10. Muitas pessoas que são mestres em suas comunidades cristãs, familiarizadas com as escrituras e até mesmo com milagres, que nasceram em lares cristão, tendo em sua formação cultural uma ligação histórica com a religião cristã, também sofram do mesmo problema: não conseguem ver o reino de Deus.

Vivem um vida angustiada, preocupada com o dia de amanhã, como se o reino de Deus não tivesse chegado até elas, ainda que afirmem: é chegado a nós o reino de Deus. Vivem assim porque procuram racionalizar a fé cristã. Não quero dizer com isto que a fé cristã é irracional, mais sim, que transcende nossa razão, está acima da nossa capacidade racional.

Sofrem porque estão buscando em si mesmos, a prova dos nove, algo que lhes proporcione a certeza de que são novas criaturas. Porém, em face de sua finitude não conseguem chegar, racionalmente, à conclusão de que são novos nascidos. Então, se desesperam, ou buscam o gabarito da religião, ou um certificado de batismo, que possa lhes conferir o título de nova criatura, mas no fundo, se vêem incapazes de amar ou perdoar.

Diante disto, essas pessoas poderão tomar dois caminhos possíveis. Primeiro, se entregam a sua realidade histórica de pecado e a sua natureza carnal. Neste caso, a Vida Nova estará sempre condicionada a padrões inatingíveis, fazendo da existência, um morrer contínuo, sem esperança de vitória sobre o pecado e a morte. Segundo, se acomodam a um personagem proposto pela religião, e a uma existência de mentira, buscando esconder seu pecado e fracasso, perdendo a sua identidade, na tentativa de ganhar a aceitação do mundo, ainda que seja o mundo religioso, sem atentarem que para isto perdem também as suas almas.

Vivem em um estado de bipolaridade terrível. Dependendo da geografia e das circunstâncias, passam de crentes carolas, a pessoas capazes de pecados inimagináveis. Jamais usufruem da síntese e do poder do evangelho que, pela fé, é capaz de fazer nova todas as coisas: da morte suscitar vida, transformando pecadores em santos, filhos do diabo em filhos e filhas de Deus.

Não conseguem ganhar a dimensão da Nova Vida porque são sábios aos seus próprios olhos, porque no fundo, ainda que pertencentes a alguma esfera religiosa, acham infantil o argumento bíblico. Rejeitam a cruz porque lhes parece loucura, e não sabem que ela é o poder de Deus. “Pois a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” 1 Coríntios 1:18.
Esta Palavra é o único poder capaz de nos libertar desta vida claustrofóbica, medíocre e sem sentido, e nos transportar para a dimensão do eterno, da vida e da liberdade, onde as crianças é que são sábias, e os sábios é que são loucos. Lugar onde Deus, ainda que não se possa explicar, faz todo sentido. Talvez seja sensato, ouvirmos a sugestão do poeta em sua canção,“É este o vírus que eu sugiro que você contraia, na procura pela cura da loucura quem tiver a cabeça dura vai morrer na praia”. Alexandre Chaves

quinta-feira, 5 de julho de 2012

HITLER NO CÉU? CE TA MALUCO? NÃO AMIGO, É GRAÇA BRUTA.


Este vídeo tem como objetivo suscitar em você uma reflexão sobre a suficiência e eficiência da obra realizada por Cristo na cruz. Da qual participam de seus efeitos todos os que Nele confiam, pela graça mediante a fé. Não importa qual seja o seu pecado, a graça de Cristo é superabundante, é maior,  “Mas onde abundou o pecado, superabundou à graça. Romanos 5:20”. Alem disto o evangelho do qual não nos envergonhamos é o poder de Deus para libertar as pessoas,  Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Romanos 1:16”. Não estamos, no entanto sugerindo que Hitler ou Herodes estão no céu, estamos apenas dizendo que não importa o quão longe alguém possa ir em seu pecado, Deus foi alem, não importa o quão fundo seja o poço em que alguém se enfiou, Deus desceu, não importa o tamanho do pecado que alguém possa ter cometido, olhe para cruz e veja o Deus crucificado, e você descobrira o quanto o poder de Deus é maior, o poder do Deus que é amor. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.João 3:16.”      Sei que muitos poderão distorcer este propósito, independente dos tais, esperamos que este vídeo te ajude. Alexandre Chaves. @pr_alexchaves
Para um entendimento melhor do que é dito, sugerimos uma consulta ao site www.ibab.com.br, e uma audição integral desta mensagem pronunciada pelo Pr. Ed Rene Kivitz. 




CRISTIANISMO DENOREX. PARECE MAS NÃO É!



Por: Alexandre Chaves /  CLICK AQUI PARA ASSISTIR EM VÍDEO. 


Ora, havia certo homem, chamado Simão, que ali praticava a arte mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto; ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo: Este é o poder de Deus, chamado o Grande Poder. Atos 8:9-10

Se fosse possível, na linha do tempo, aproximar momentos históricos distantes entre si, quantas atividades e realizações que hoje para nós não passam de banalidades, em outras épocas causariam espanto e admiração? Quantas coisas que hoje são comuns poderiam, em tempos passados, serem consideradas impossíveis e admitidas tão somente como milagres realizados por um ser divino ou, por alguém muito próximo da divindade?


Quanta perplexidade causaria no século primeiro uma simples lâmpada elétrica ou até mesmo um isqueiro, que hoje é comprado em qualquer botequim de esquina, cuspindo fogo e sustentando sua chama, sem que tenha nada visível para consumir e alimentá-lo? Tais coisas poderiam lembrar a sarça ardente da visão de Moisés, que mantinha o fogo sem se consumir.

Voltando um pouco mais no tempo, quanto assombro causaria Salomão aos seus visitantes se, em seu palácio, existisse um forno de microondas capaz de aquecer, cozinhar e até assar os alimentos, sem que para isto fosse necessário o fogo? Divinizado seria Salomão, com certeza. Milagre, diriam todos!

Como cidadãos do século vinte e um, comparando-nos com os povos que viviam no século primeiro, constatamos que certas coisas que para eles causavam espanto, sendo admitidas apenas pela imaginação ou como ações de Deus, hoje fazem parte do nosso cotidiano. Após séculos, o que para eles eram fenômenos inexplicáveis, para nós, não passam de banalidades que qualquer criança razoavelmente instruída saberá explicar a sua lógica e o seu mecanismo de funcionamento!

O que pode explicar todas essas diferenças? A resposta esta na árvore do conhecimento do bem e do mal, no conhecimento e no saber humano. Aquilo que não se podia explicar e nem realizar, tendo em vista a falta de conhecimento, hoje, a partir do conhecimento acumulado pela ciência é perfeitamente possível controlar e manipular. Nada de errado com o conhecimento ou com o saber, se isto é fruto da vida de Cristo, Em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos. Colossenses 2:3.

O problema é quando o conhecimento e o saber resultam da busca humana por ser Deus. Envolto em boas intenções, o homem esconde o desejo real que está por detrás de sua busca, ou seja, servir como via para usurpar o lugar de Deus. O gênero humano caído segue a trilha de morte proposta pela serpente no Éden, de usurpar o lugar de Deus, através do conhecimento. Porque Deus sabe que no dia em dele comerdes se abrirão os vossos olhos e, como Deus, sereis CONHECEDORES do bem e do mal. Gênesis 3:5.

O incrível é perceber que muitos daqueles que deveriam ser testemunhas de Deus aos homens, avisando-os do perigo que se encontra nesta trilha, e das implicações que estão por detrás desta atitude, hoje, conscientemente ou inconscientemente, são na verdade, agentes da serpente, perpetuadores da tentação que diz: “Seja como Deus! usurpe seu lugar! Para tanto, basta saber”.

Para muitos cristãos, atualmente, tem sido ensinado que a vida cristã, ou a vida eterna, é uma questão de conhecimento e não de revelação. Os “mestres” que ensinam tais coisas são aqueles que fecham o reino de Deus a qualquer pessoa sem um título de pós ou posses. Os candidatos têm que saber pelo menos um pouco de quadrado semiótico, pois, sem o MBI da religião, jamais poderão ser plenos. Insinuam com isto, que a causa de suas vidas fracassadas está no fato de não saberem o bem e nem o mal, o certo e o errado, e não na sua incredulidade na palavra de Deus.

Isto não é novo, já nos tempos de Jesus este pensamento vigorava. Os religiosos eruditos costumavam rejeitar as pessoas menos instruídas, chamando-as de plebe maldita. Por isso, quando o cego de nascença expôs aquilo que tinha vivido, coisas que ele não conseguia explicar, mas podia testemunhar dizendo: “Eu era cego agora vejo”, o injuriaram. Diante do testemunho do cego, o saber só serviu para uma coisa: inchar ainda mais os sábios religiosos do sinédrio.

A resposta deles é cheia de soberba e desprezo, diante do testemunho da vida. Tu és nascido todo em pecado e nos ensina a nós? E o expulsaram. João 9:34. Como é difícil para a religião crer na resposta simples, que tem como chão a Rocha que é a palavra de Deus! Parece que tudo tem que ter uma explicação, que no fundo, servirá para o controle do homem sobre o processo e seu comercio, além de promover a exaltação humana e, ao mesmo tempo, negar Deus. Isto é a evidência de um espírito humanista, que quer fazer do homem o centro, que pretende fazer do homem um deus.

Diante de uma explicação simples como: “Eu era torto agora sou reto”, sustentada simplesmente na graça de Deus e na fé, ou seja, pelo milagre da vida de Deus atuando em alguém - algo que não tem explicação e que só pode ser recebido por fé - a religião humanista manifesta desprezo.

A religião expulsa os que ousam dizer: “a minha vida mudou porque eu fui alvo da bondade e da graça divina”. É mal visto, todo aquele que atribui a Deus e somente a Deus, o milagre de uma vida que dá testemunho de Deus, pelo simples fato que está implícito neste testemunho: “só a Deus glória”.

Para o ser humano caído, que não experimentou a obra do novo nascimento, é inadmissível o fato de não ter glória nenhuma em si mesmo. Olhar para alguém que não merecia e nem sabia como obter o favor divino, e vê-lo testemunhando de Deus como um milagre irrefutável é algo que o homem natural repudia. Pois, para admitir tal coisa teria que abrir mão de si mesmo e reconhecer a verdade de Deus que diz: Não há um justo, nenhum sequer. Não há ninguém que entenda; não a ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nenhum só. Romanos 3:10-12.
Mais uma vez quero reiterar que o problema não está no saber, e sim em fazer do saber um meio para a plenitude: “Cristo é tudo em todos”. A Bíblia nos ensina que: Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E recebestes esta plenitude Nele. Colossenses 2:9-10. Quando agimos assim, tentamos fazer do conhecimento um meio capaz de proporcionar ao homem, o poder de determinar os rumos da vida e, assim, negando a Cristo.

Esta mentalidade leva em conta que um ladrão pode deixar de roubar, pelo simples fato de ter feito um curso no qual aprendeu os malefícios do ato de roubar e sobre os danos que isso causa à sua reputação. O problema não é de conhecimento e nem a falta dele, mas sim, a cobiça e a avareza, próprias do velho homem, que só a cruz põe fim.

Neste espírito, e inspirado pelo Espírito, Paulo também nos deixou escrito na carta aos gálatas que o saber religioso das práticas corretas, representado pela circuncisão, e nem a ausência desta, representado pela incircuncisão, tem valor algum. O importante é a experiência de fé de estar unido a Cristo e, as implicações deste fato, que culmina no novo ser, como está escrito: Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum, mais sim o ser uma nova criatura. Gálatas 6:15.

Esta fala vem em decorrência do enunciado exposto por Paulo no versículo anterior, o qual, expressa qual deve ser a relação do crente, por fé, com toda esta estrutura mundana que quer fazer do homem um ser independente e autossuficiente, tendo como alimento principal em sua dieta anticristo: os frutos da árvore do conhecimento do bem e do mal, quando escreve: Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo esta crucificado para mim e eu, para o mundo. Gálatas 6:14.

Quanta diferença entre aquilo que só Deus poderia fazer, e que hoje qualquer criança pode? Como a simples passagem do tempo, pode transformar um milagre em banalidade? Hoje, para o mundo como sistema, e para homem degradado pelo pecado e governado pelo egoísmo e que não se contenta com nada menos que o trono de Deus, para este homem, Deus foi infantilizado. Para ele, Deus não passa de um menino diante de suas pretensões soberbas.

Hoje, sem nos darmos conta, é assim que muitos agem na vida cristã. Buscando um conhecimento para imitar a obra de Deus em suas vidas, tendo como origem a capacidade e a sabedoria humana, como fizeram Janes e Jambres diante de Moisés, ou como pensou poder fazer Simão, diante de Pedro e João. Agindo assim, não só promovem a farsa como também impedem as pessoas de experimentarem o milagre do dom de Deus sendo, inexplicavelmente, manifestado em suas vidas pela ação sobrenatural de Deus.

O homem pode imitar a prática Cristã, mas, vida de Cristo, só Cristo pode manifestar. E isto só acontece de modo sobrenatural quando, pela fé, eu entendo que de fato, estou morto, e levo isto em todo tempo e em todo lugar, de modo que não viva mais eu, mas Cristo viva em mim. Levando sempre e por todo lugar o morrer do Senhor Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos. 2 Coríntios 4:10.
Que Deus nos livre de confiar na carne, posto que: Todos os que querem mostrar boa aparência na carne, esses vos obrigam a circuncidar-vos, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Gálatas 6:12. Que isto esteja longe de nós, e que nossa glória esteja na cruz de Cristo.