quinta-feira, 20 de setembro de 2012

FAMÍLIA, AMBIENTE DO EVANGELHO.


Nesta mensagem falando sobre as relações familiares, o pastor Alexandre O. Chaves, fala do abuso que sofreu aos quatro anos de idade, e de como Deus o curou, dando a ele a condição de perdoar seu Pai, que havia sido seu abusador.

FAMÍLIA, AMBIENTE DO EVANGELHO.




A FAMÍLIA E A CRUZ.

A FAMÍLIA E A CRUZ.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

PAI NOSSO QUE ESTÁS NA TERRA

PAI NOSSO QUE ESTÁS NA TERRA
Por: Alexandre Chaves / alexandre@palavradacruz.com.br



Também disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobres os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Gênesis 1:26.
Quando olhamos para este texto, que a meu ver é um dos mais significativos das Escrituras, podemos nos perguntar: qual a razão desta singularidade na criação do homem? Deus havia criado muitas coisas, mas a nenhuma delas decidiu imprimir sua imagem e sua semelhança. Porém, no que se refere ao homem, encontramos nas Escrituras uma conferência na Trindade para deliberar sobre tal assunto.

Toda a criação de algum modo aponta para Deus, ou fala de Deus, como bem ressaltou o Apóstolo Paulo escrevendo aos romanos, Porque os atributos invisíveis de Deus, assim como seu eterno poder, como também sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Romanos 1:20. Contudo, no que diz respeito ao homem, Deus foi além. E isto ficou registrado nas Escrituras porquanto, o propósito de Deus para o homem era singular - manifestar no homem a Sua imagem e caráter.

Deus estava não apenas criando um ser, mas sim, estava expandindo sua família. Afinal de contas, quem você gostaria que fosse o portador da tua aparência e caráter? Quem você gostaria que fosse a expressão da tua vontade, exercendo autoridade sobre tudo o que lhe pertence, senão o teu próprio filho? Ainda que de maneira intrínseca, a intenção especial de Deus com relação ao homem é muito clara: fazer dele Seu filho e herdeiro.

Seguindo esta lógica, podemos interpretar as Escrituras, no que se refere à revelação de Deus quanto ao que está no Seu coração concernente ao homem, da seguinte forma: O auge da revelação de Deus é que Ele é pai. E o sonho de Deus é ser Pai do homem. Isto pode soar um tanto antropocêntrico se olharmos na perspectiva do homem caído, levando-se em conta que este quer ser o centro e a razão de tudo no universo, como expressão do seu egoísmo, fruto de sua rebelião contra Deus.


Porém, se olharmos na perspectiva do Deus revelado em Cristo Jesus como crucificado, o qual, mesmo sendo o centro e a razão de todas as coisas, tem prazer em servir, abençoar e trazer à existência aquilo que não existe e se dar desta maneira, veremos que isto é perfeitamente possível. Como já disse o poeta: “O amor não cabe em si”, e Deus é amor, por isto Ele se esparrama e se doa.Depois da queda, o homem ficou deformado por sua tentativa de viver sem Deus. Ele não crê em Deus, a menos que Deus seja ele ou um ídolo criado por ele mesmo, e que portanto, carrega a imagem e a semelhança do homem pós-queda. Como bem ressaltou o poeta Frances Charles Pierre Baudelaire, (1821 – 1867): Se o homem que Deus criou é este que vemos, com toda a sua maldade e sofrimento, então Deus seria o diabo.
Citamos Baudelaire para enfatizar a queda. De fato, o que o homem se tornou depois do pecado é contrário à imagem e a semelhança de Deus. Como vemos descrito no Evangelho de Marcos: Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom se não um, que é Deus. Marcos 10:18. Porém, o que Deus fez em Cristo Jesus na Cruz do Calvário e na ressurreição, foi destruir na morte de Jesus, esta velha criação, inclusive o que o homem se tornou, para recriá-la na ressurreição de Cristo, por isto diz: “E assim, se alguém esta em Cristo, é nova criatura; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17.

Deus é Pai, é Filho e é Espírito e, como criou o homem à Sua imagem e semelhança, deu ao homem o partilhar destas três dimensões. Tudo o que foi dito até agora tem como objetivo tratar a seguinte questão: Se, Deus quer se revelar através de mim, como eu tenho revelado Deus aos meus filhos?É muito importante pensarmos nisto, e ter esta consciência. Falo a partir do pressuposto de que aquele que me lê neste momento, tenha tido esta experiência de novo ser, de ver o Reino de Deus, de ser uma nova criatura. Com isto posto, devemos atentar para o que a Palavra de Deus nos mostra com relação a esta importante tarefa que Ele nos concede, de sermos cooperadores na Sua obra, gerando filhos para Ele, revelando-O a estes filhos, como um Pai que os ama.

Muitos dos filhos jovens entram em conflito no que se refere à identidade de Deus como Pai de amor, porque tiveram modelos que muitas vezes representam Deus como um tirano que nos obriga a fazer coisas que não entendemos, e sem o nosso consentimento; que também nos restringe algumas possibilidades, sem a linguagem do amor. É o famoso: não porque não, e prontoComo pais, precisamos estar abertos ao tratamento de Deus, e permitir que Ele nos corrija como filhos, mediante Sua palavra, com o intuito de sermos bênção nas vidas daqueles que o Senhor nos confiou. É um privilégio que Deus nos concede para sermos cooperadores no cuidado, na formação e participação na vida dessas pessoas que Ele, como antes já demonstrou, quer como Seus filhos.

Pensemos no chamado de Abrão. Ora disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra e da tua parentela e da casa de teu pai e vai para uma terra que te mostrarei; farei de ti pai de uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Gênesis 12: 1-2 . Deus tem uma chamado para Abrão. Durante toda a sua vida ele aprendeu o que era ser filho, mas agora Deus o chama para ser pai, e a primeira lição que Deus lhe dá está ligada ao fato de deixar a sua terra, a sua parentela e a casa de seu Pai.Deus esta dizendo: “rompa com o seu passado, e com tudo aquilo que lhe dá um falso sentido de segurança. Daqui por diante eu vou lhe ensinar a ser pai, e para isto, a sua confiança vai ter que estar em mim”. A primeira lição que devemos aprender é que não dá para ser um continuador de algo que serviu para um momento e para um contexto, se queremos ser cooperadores de Deus, em Sua obra de criar filhos para Si. Pois, a única maneira de perpetuarmos modelos é por meio da tirania, porém, isto não revela Deus como um Pai de amor.

A segunda lição que podemos identificar na vida de Abrão, está nos textos de Gênesis 15: 4 e 5, onde Deus lhe promete um filho gerado dele e uma descendência como as estrelas dos Céus. No capítulo 16 versos de 1 a 4, o texto relata a esterilidade de Sara e seu conselho para que Abrão possuísse Hagar sua serva, com o objetivo de ter o herdeiro prometido por Deus. E por fim, no capítulo 17 entre os versos 15 e 22 e no Capítulo 21, quando Abrão é confrontado com a promessa de Deus ele, novamente, tem dificuldades em crer, porém se rende e, a promessa é cumprida com o nascimento de Isaque.Esta lição diz respeito ao fato de que Deus quando faz uma promessa ele a cumpre, faz parte do seu caráter, não adianta a gente querem produzir filhos pra Deus por que isto, só Deus pode fazer por meio de Sua palavra. Se a gente for tentar ser Deus, o máximo que podemos produzir é filhos para a escravidão, como Paulo o Apóstolo relata em Gálatas capítulo 4. Além do que, Deus age quando a gente se rende. Quando a gente reconhece nossa impotência, Deus está livre para cumprir a Sua palavra.

Depois da primeira e da segunda lição, estamos pronto para a terceira, e esta é sem dúvida a mais difícil. Este ensinamento está contido no capítulo 22 de Gênesis, verso 2, quando Deus coloca Abraão à prova dizendo: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te a terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes que eu te mostrarei. Neste ponto Deus pede a nossa ruptura com o futuro e a nossa entrega daquilo que não nos pertence.Com a apresentação deste ponto, podemos destacar dois aspectos. Em primeiro lugar, a consciência de que o filho não é nosso, o filho é de Deus. Nossos filhos na verdade, Deus nos confiou para que possamos ser cooperadores em uma maravilhosa missão: Para que sejam feitos Filhos de Deus. Querer um filho para si é desconfiar do caráter de Deus como um Pai. É se achar mais apto do que Deus, além de manifestar um egoísmo, próprio daqueles que querem se perpetuar para o futuro, usando os filhos para isto.

Como Pais, a melhor lição que podemos deixar para nossos filhos é o cumprimento de nossa vocação, até onde ela nos permitir. E isto como expressão de nosso descanso no caráter de Deus. É entender que o passado com seus erros ou acertos não pode mais determinar a nossas vidas, e que o futuro está nas mãos Daquele que fez a promessa e é fiel para completá-la. Como pais, nosso maior desafio é nos render a Deus, para que Ele venha ser em nós o Pai que nós não podemos ser para os nossos filhos. É Cristo viver em mim de tal modo, que Deus possa ser revelado como um Pai de amor. Porque quem vê o Filho vê o Pai. Feliz dias dos pais.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ariovaldo Ramos - Não Quero Ser Mais Evangélico!


Não Quero Ser Mais Evangélico!
 Por Ariovaldo Ramos

"Irmãos, uni-vos! Pastores evangélicos criam sindicato e cobram direitos trabalhistas das Igrejas". Esse é  o título da matéria, chocante, publicada pela revista Veja de 9 de junho de 1999 anunciando formação do "Sindicato dos Pastores Evangélicos no Brasil". Foi a gota d'água! Ao ler a matéria acima finalmente me dei conta de que o termo "evangélico" perdeu, por completo, seu conteúdo original.

Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais ser praticante e pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um segmento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante. O segmento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro.

Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por "profissionais da fé". Voltemos à consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma Pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus.
Além do que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro: uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra. Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter.

Chega dessa "diabose"! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar: voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada. 

Voltemos ao amor, à convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam - em profundo amor e senso de dependência: quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz.

Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome "meu", mas, o pronome "nosso". Para que os títulos: "pastor", "reverendo", "bispo", "apóstolo", o que eles significam, se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo! Para que o clericalismo? Voltemos, ao sermos servos uns dos outros aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei" de Mateus 18.20.

Que o culto seja do povo e não dos dirigentes - chega de show! Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra!
Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao "instruí-vos uns aos outros".                            (Cl 3. 16). 

Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou a sermos uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. "(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras "todo o Evangelho ao homem... a todos os homens". Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que "acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos", sem adulterar a mensagem.                                      Por  Ariovaldo Ramos.

Fonte:www.ariovaldoramos.com.br