segunda-feira, 8 de abril de 2013

Mudamos de endereço!

Amado leitor, mudamos de endereço. Queremos manter a nossa comunicação através de um novo site mais claro, dinâmico e moderno. Avise seus conhecidos e interaja na nova cara do GRAÇA BRUTA! Que a graça (bruta) de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos nós. Amém.



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sábado, 23 de fevereiro de 2013

A Conjunção nos resgatou


É quando não posso que sou fraco. É quando sou fraco que não tenho forças. É quando não tenho forças que paro de lutar. É quando paro de lutar que eu choro. É quando eu choro que olho para baixo. É quando olho pra baixo que vejo que não há céu, só terra. É quando não vejo o céu que fecho meus olhos. É quando fecho meus olhos que me deparo comigo. É quando me deparo comigo que vejo que faço o que faço posto que eu sou o que sou. E é quando vejo que o que faço é pelo que sou, então, me vejo impossibilitado, fraco, sem forças, estagnado, amargo, cabisbaixo, sem perspectiva, cego, só e conformado com minha abjeção; conformado com minha paranoia de autoacusação cíclica.
            Mas a conjunção “mas” me resgatou. Mas há quem veja com um amor sem medidas um paranoico autoacusante sem fim. Mas há quem veja na abjeção o arrependimento. Mas há quem veja na solitude a carência. Mas há quem veja na cegueira o medo. Mas há quem veja na falta de perspectiva o engano. Mas há quem veja na cabeça baixa o quebrantamento. Mas há quem veja na amargura as feridas pretéritas. Mas há quem veja no paralisado um desesperado. Mas há quem veja no franzino um frágil menino. Mas há, finalmente, quem veja neste incapaz o seu fim. Mas a conjunção adversativa converte o caminho, destrava as velhas veredas e contorna a frouxidão. Quebra a estultícia do néscio e guia o cego por meio da sua luz.
            Mas há um Jesus. Disto precede e segue vida de cada filho de Deus. As Escrituras estão inundadas de frases como “Jesus, porém lhes disse...”, e também “mas Jesus dizia...” ou “mas vindo Jesus...” e, por fim, “e, Jesus, tendo ouvido...”. Jesus não adicionou, nem concluiu, nem alternou, muito menos concedeu. Ele se opôs.
            Na vida encharcada e embriagada de iniquidade que todos um dia vivemos ou a estamos vivendo agora não cabe acrescer, concluir, conceder, alternar, mas cabe transmutar, metamorfosear ou, então, no melhor português possível: substituir. Na impossibilidade de mudança do que somos há que se morrer. Há que se entender que Cruz é o fim do ciclo da nossa paranoica tendência de achar que há luz ao fim do túnel. Parece-nos sempre que o amanhã será diferente, enquanto não vemos que o amanhã é somente o hoje daqui a 24 horas; nada irá mudar. Não há novidades debaixo do sol, mas há novidade acima dos céus, acima das estrelas e dos astros. Uma única e suficiente novidade que desceu das alturas para ser novidade entre os baixios e no meio do atol de inconformados.


            A conjunção já havia quebrado as trevas com e disse Deus: haja luz. A novidade é que a conjunção se encarnou e nos resgatou. Ela veio para cravar e proclamar um PORÉM eterno na história do cosmos. Não fosse isto o bastante para nos maravilhar, e acima da nossa estupidez, veio para sussurrar com a voz de muitas águas que há luz além do túmulo: uma vida nova em comunhão com a conjunção chamada Cristo, o Amado.
            A tua conversão não é transformação nem transfiguração ou uma vida velha de Fênix, que ressurge das próprias cinzas. Ser convertido é ato passivo. É receber a convicção do pecado, ser levado ao arrependimento, saber da justiça a nós devida, da justificação a nós imputada pelo Amado e vida da ressurreição juntamente com ele. É, outrossim, experimentar que há colo de amor no trono da Eternidade. Não há luz ao fim do túnel, há somente a velha cruz ao fim do túnel. E após a cruz, sim, há uma maravilhosíssima Luz, a luz dos revestidos do novo homem que é refeito para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou. Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele (Cristo) eternamente. Amém. Romanos 11:36. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O DESASTRE DO ODRE VELHO


O DESASTRE DO ODRE VELHO, por Glenio Fonseca Paranaguá.

Já me assemelho a um odre na fumaça; contudo, não me esqueço dos teus decretos. Salmo 119:83.
Odre defumado é odre envelhecido. Sou antigo, sou velho como Davi, mas ainda não me esqueci do concerto da graça feito com Abraão. Os decretos eternos ainda não foram substituídos. A graça nunca foi temporária ou provisória. Por isso, o evangelho acaba escandalizando a religião construída na esteira da história exalando a pecado e transpirando pelo esforço da carne.
Jesus foi consultado por uma turminha que achava esquisita a falta do jejum entre os seus discípulos. Essa gente ardilosa apontava para os discípulos de João e dos fariseus como sendo praticantes exemplares dessa disciplina da alma, e indagava de Jesus a ausência desta matéria entre os alunos do Mestre da Galiléia.
Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão. Lucas 5:34-35.
A partir desta resposta o Senhor lhes conta uma parábola bem esclarecedora para mostrar o equívoco da religião do mérito.Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Lucas 5:36-37.
Jesus vai tratar aqui nesta parábola de um modelo já ultrapassado. O Judaísmo vigente em sua época era um sistema arquitetado no tempo em que o povo Judeu estivera escravo na Babilônia. Tratava-se de um recipiente formatado na mentalidade humanista e que havia se tornado arcaico e sem qualquer significado para a realidade nova que estava em processo na vida da nova comunidade da Galiléia.
A fé cristã em andamento não cabia neste odre enrijecido, atrofiado e prestes a se romper com a expansão natural do mosto novo em sua força efervescente. Um odre esclerosado e inflexível não suporta a dilatação causada pelo frescor do vinho jovem. O sistema religioso do velho judaísmo não aguentaria a amplitude da liberdade cristã.
Para Jesus, o vinho novo deve ser posto em odres novos [e ambos se conservam]. Lucas 5:38. As novas do Evangelho devem ser acondicionadas em odres novos. A greve de fome não pode subsidiar a fartura do Pão. A tristeza do velório não consegue garantir a festa do casamento com a sepultura escancarada. O modelo da obediência a fórceps sacado pela lei, nada tem a ver com a obediência patrocinada pelo amor incondicional.
Nós precisamos entender a velhice de uma proposta, sem, contudo, nos atrelar à terrível caduquice de qualquer sistema que tenha sido condenado por Jesus. O Cristianismo, pelo tempo decorrido, já é um odre na fumaça, todavia, é imperioso ver a sua atualidade. Vamos procurar descobrir aqui aquilo que é permanente no estilo cristão; aquilo que foi introduzido pelos adversários camuflados; e aquilo que faz parte do momento histórico.
A fé cristã já tem bastante tempo, mas continua jovem e renovando-se. O que envelhece no processo é o religioso que nela foi implantado. Há muitas coisas que foram adicionadas ao cristianismo que nunca fizeram parte da sua essência. São apêndices exógenos que lhe têm maculado a sua história.
O permanente é o amor incondicional de Abba; é a Casa da liberdade de um Amor sem limites e sem fronteiras. Os mandamentos da fé cristã se reduzem a amar. O culto cristão é a festa da ágape em comunhão familiar, conduzido pelos dons espirituais. A igreja, portanto, não se parece em nada com uma sinagoga gerada na escravatura da Babilônia.
O odre judaico já se encontrava “mochibento” e seco. Este sistema arcaico funcionava sob a influência política de uma hierarquia sacerdotal conspurcada nas fortalezas de Anu, isto é, no panteão sombrio do deus das trevas, fomentado pela filosofia humanista da confusa revolução lenta e sutil de Ninrode. Vejamos Gênesis 10:10-11.
No tempo de Jesus, o judaísmo não tinha mais a Arca da Aliança no lugar Santo do templo, mesmo assim, o Sumo Sacerdote entrava, anualmente, no dia da purificação, naquele lugar Santo, para espargir o sangue no propiciatório. Mas onde estava a Arca? O quê é feito do propiciatório? Era tudo um teatro? Sim, não havia mais a realidade do culto.
O odre judaico fora estragado pela fumaça do humanismo babilônico. O fogo ardente das vaidades havia coberto de fuligem a estrutura da religião marcada pelas paixões carnais.
A Babilônia tem uma história longa com Israel. Abraão foi retirado de lá, mas o velho babilonismo o perseguiu para tentar sequestrar o seu sobrinho na conspiração dos quatro reis conta cinco. Gênesis 14. Além do que, foi longa a demolição desta cultura na vida do patriarca. Do seu segundo chamado em Aran até a oferta de Isaque no monte Moriá foram cerca de 45 anos de desconstrução. Teria chegado ao fim? Que nada.
Essa historia do humanismo religioso tem outros episódios insinuantes. Logo que o povo de Israel entrou na terra prometida, uma capa babilônica aparece nos escombros tentando um dos descendente de Judá com seu estilo das aparências. Acã foi seduzido pelo modelo esnobe do sobretudo que lhe proporcionava uma boa imagem.
Vemos aqui neste episódio que a casca parece valer mais do que o cerne. Este "espírito" babélico é o mundo dos modelitos e das grifes que se preocupam com a fachada. Há um grande perigo com o julgamento baseado na conduta externa, tanto no que diz respeito ao orgulho como a falsa humildade. As capas da Babilônia dão status e as suas togas revelam poder. Por isso, muito cuidado com as fatiotas, elas escondem perigos.
Vejamos a estratégia dos gibeonitas, um dos povos que habitavam a terra prometida. Deus havia dito que todos os povos que moravam em Canaã deveriam ser exterminados. Então, os habitantes de Gibeão usaram de uma camuflagem para se manterem vivos. (Na boa hermenêutica, só a morte do velho Adão pode garantir a ressurreição da nova raça).
Eles se vestiram de roupas velhas e traziam pães bolorentos e odres gastos para dizer que vinham de um terra distante e que tudo aquilo era novo quando eles saíram de sua terra, e que pretendiam fazer uma aliança com Israel. Josué 9.
Com esta estratégia eles se passaram por estrangeiros distantes e acabaram por fazer uma aliança com Israel. Josué e os anciãos não consultaram ao Senhor e realizaram um pacto com eles baseado nas aparências. As roupas gastas, os odres remendados e os pães embolorados foram as artimanhas da justiça própria para engambelar os tolos.
Quando Josué e os lideres descobriram a farsa já era tarde. Eles estavam sob a proteção de um juramento, e o único castigo foi torná-los rachadores de lenha e carregadores de água, mas isto teve um custo alto. O acordo descabido e a presença dos gibeonitas no meio do povo de Deus causou consequências sérias. 2 Samuel 21:1-9.
As aparências enganam. A ética humanista é semelhante à ética cristã na exterioridade, contudo, bem diferente em sua motivação e natureza. A capa da Babilônia é de faixada, promovida pela justiça própria e a vanglória. O que conta, neste caso, é a conduta correta e o estilo garboso, enquanto a ética cristã se fundamenta no amor que procede da vida de Cristo que se manifesta no coração da nova criatura em humildade e mansidão.
Olhando de fora os comportamentos de ambos parecem iguais, mas analisando as intenções vemos uma abismo no meio. Um é forjado na justiça do homem, todavia, o outro, no amor de Deus. O humanismo é quase perfeito na ética estética, mas um desastre na ética intrínseca. O teatro é espetacular. A vida no camarote é um caos.
O odre do judaísmo pós babilônico é do estômago de bodes e encontra-se seco, duro e ríspido. O odre da igreja é construído pelas vísceras do Cordeiro de Deus que se renovam cada manhã pelas misericórdias de Abba. É um recipiente novo e que se expande no processo dinâmico da história.
Enquanto o velho sistema se preocupa com o patrimônio terreno, bem como os usos e costumes de uma sociedade amancebada com o mundo carrasco, a nova comunidade emancipada focaliza-se no Bem Supremo em favor das pessoas que Deus ama.
A igreja é um povo em peregrinação rumo à Nova Jerusalém. É uma coletividade viva e evolutiva que se renova sempre. É um corpo comunitário governado pelo Amor Soberano que determina as funções de acordo com os dons corporativos distribuído de modo bem equilibrado pelo Espírito Santo. Romanos 12:3-7.
Quando, no princípio da história cristã, a igreja ia quebrando a casca do velho odre judaico e construindo o seu odre particular, ela teve que viver muitos anos nas catacumbas, rompendo o sufoco do modelo controlador dos judaizantes que nunca se deram por descartados deste contexto. Essa é uma tiririca persistente, que depois de Teodósio conseguiu engessar, com toda a armadura babilônica, a leveza da fé cristã.
O cristianismo romano retornou ao modelo arcaico do judaísmo babilonizado e a igreja foi modelada no esquema do império decadente. Temos assim um odre velho, hierarquizado, cheio de conchavos querendo manter o vinho novo em expansão em seu sistema roto e enrijecido. Não era possível; daí as muitas rebeliões.
A história da igreja mostra muitas tentativas de grupos conscientes que buscavam a via de libertação e que foram sufocados como hereges. Mesmo assim, um fogo de monturo sempre queimou por baixo dos escombros trazendo a esperança de uma nova realidade.
A reforma foi uma estocada violenta no velho sistema, entretanto, como dizia Dr. Purim, meu ilustre professor, "nós saímos do catolicismo, mas o catolicismo não saiu de nós". O sistema protestante ainda traz as vestes sacerdotais dentro de um clero esclerótico.
Precisamos de luz em nossa caminhada. Precisamos de uma visão clara do modelo da graça plena. Precisamos encontrar aquele odre que permita o desenvolvimento alegre com singeleza de coração em que se manifestem os quatro suportes importantes para a preservação desse vinho novo. E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Atos 2:42.

domingo, 21 de outubro de 2012

PARA UM MUNDO SEM ESPÍRITO, SOMENTE UMA IGREJA ENCARNADA .

" O mundo vive um processo de tentativa do desencantamento, da morte do transcendente, como se isto fosse possível. Vivemos influenciados pelo materialismo histórico e pelo consumismo, como se isso pudesse constituir o sentido da vida. O má
ximo que o mundo suporta de Deus, é Deus como uma ideia reguladora, ou como um produto a ser consumido, tendo em vista suas culpas psicológicas e suas buscas frenéticas por um sentimento de adequação.Que neste mundo sem espírito, tenhamos a consciência e a revelação de que Jesus toca através de nós, que Ele fala pela nossa boca, que Ele age neste mundo por meio da Sua igreja encarnada que é o Seu corpo."Por Pr. Alexandre O. Chaves.  alexandre@palavradacruz.com.br  .






PARA UM MUNDO SEM ESPÍRITO, SOMENTE UMA IGREJA ENCARNADA


PARA UM MUNDO SEM ESPÍRITO, SOMENTE UMA IGREJA ENCARNADA
Por:Alexandre de O. Chaves .14/10/2012

Respondeu-lhes Jesus: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo.” João 2:19-21.
Jesus certa vez alertou sobre o problema relacionado à ignorância das escrituras, dizendo: “Meu povo perece por não conhecer as escrituras e nem o poder de Deus”. Hoje não é difícil constatar os efeitos nefastos desta ignorância. Mas, baseados em que podemos fazer esta afirmação? Para fazer tal afirmação, basta olhar para o absurdo “nicho de mercado” em que se transformou a dita fé evangélica em nossos dias.
Uso esta expressão “nicho de mercado”, porque para muitos exploradores da fé alheia - se é que podemos chamar este fenômeno de fé - as pessoas nada mais são do que uma freguesia, como Pedro já havia nos alertado. “... por ganância farão comércio de vós...” Estes, encontraram na ignorância do povo em relação às escrituras, associada à autoridade histórica das escrituras, uma oportunidade e um vasto mercado a ser explorado. Jesus testemunhou os mesmos fatos que presenciamos hoje, tal como estão registrados no Evangelho de João capitulo dois, a partir do verso treze.
Outro indicador que nos dá base para assim afirmar, é aquele que possui uma correlação no texto, pois à medida que se ignora as Sagradas Escrituras, o sofrimento, a desesperança e a vacuidade da vida entram em erupção como um carnegão maduro, provocando assim uma avalanche de gente ferida por este sistema religioso maligno – gente usada e aleijada, cega e cansada, desconfiada de uma pseudo divindade exigente e sem misericórdia, que ostenta um caráter duvidoso do tipo que promete, mas não entrega.
Este sistema foi o único capaz de tirar Jesus do sério, a tal ponto de levar Jesus às vias de fato, armado de chicote e pondo abaixo suas bancas e expulsando tais mercadores do templo dizendo: “...Tirai daqui estas coisas e não façais da casa de meu Pai comércio.” João 2:16. O templo, no qual realizavam “seus negócios” tinha uma relação histórica e cultural com o Deus e Pai de Jesus Cristo, e que portanto tinha Sua imagem do Deus disposto à cruz, ultrajada e destorcida pela ganância de homens desonestos e réprobos quanto à fé.
Neste episódio, os discípulos ficaram assustados pelo modo como Jesus mostrou-se enérgico. O assombro só encontrou consolação, devido justamente ao conhecimento das Escrituras que dizia: “O zelo da tua casa me consumirá.” Salmo 69:9a. E que naquele dia, diante de seus olhos, puderam testemunhar o milagre da encarnação do Verbo. Pois, naquele exato momento as Escrituras haviam se tornado palavra de Deus, e aquilo que antes era apenas letra, havia se tornado o Verbo encarnado, Jesus Cristo.
Porém, o grande ensinamento de Jesus viria a seguir. Diante de um mundo alicerçado no poder, o único questionamento proveniente da parte dos judeus, tinha relação com as suas credencias. Sim porque, coragem, virilidade Jesus já havia demonstrado que tinha, para fazer algo que jamais alguém ousou fazer com sucesso.
Agora, a pergunta é: que sinal, que demonstração de poder incomum você tem pra nos apresentar, e que aparentemente não podemos perceber, mas que é extremamente necessário para alguém que toma uma atitude deste tipo? Como Ele teve a ousadia de confrontar poderes econômicos, endossados por aqueles que detinham o poder religioso, e que em tese e, em última análise, tinha esta autoridade sustentada por Deus?
Para a mentalidade humana caída é como se alguém deixasse a bola pingando só para Jesus chutar. Era o cenário ideal para Jesus demonstrar seus poderes Divinos e calar a boca de todo mundo. Talvez fosse oportuna uma demonstração do tipo que estava na cabeça de Tiago e João, na ocasião em que os samaritanos lhes negaram pouso: “Vendo isto os discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para consumir os samaritanos?” Lucas 9:54.
Judas com seu espírito belicoso próprio dos sicários deve ter pensado, arrisco-me a conjecturar: É agora que a onça bebe água! Jesus porém, lhes mostra o sinal da Cruz. E evoca a realidade da morte, da fraqueza, da destruição de si mesmo, a inexorável e eterna realidade da cruz. “Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei.” João 2:19. O que causa decepção em muitos, e se constitui em mais uma tentação para Jesus, é de fato a única opção do único Deus. O Deus que é amor.
Os religiosos, normalmente alheios ao espírito de Cruz, ficaram sem saber, nem mesmo do que Jesus estava falando, ou seja, não entenderam nada. Os discípulos só puderam entender depois da ressurreição, que lhes falava a respeito do seu próprio corpo. E nós, mais de dois mil anos depois destes fatos, talvez precisemos ainda, entender melhor o significado das palavras de Jesus Cristo. Este é de fato o assunto central de tudo o que foi tratado até agora.
Nas palavras de Jesus havia não somente uma sugestão, mas também uma profecia. Ainda que os judeus nada tenham feito naquele momento, destruir o santuário foi exatamente o que fizeram na sexta feira da paixão. Naquele dia Ele foi traspassado e moído como profetizou Isaías. O Santuário foi desfeito - o velho corpo, o velho homem.
Nos lugares sagrados, os ditos santos, deliberaram matá-lo. “... Vós nada sabeis, nem considereis que vos convém que morra um só homem pelo povo e que não venha a perecer toda nação.” João 11: 49b e 50. Fizeram isto, pois amaram mais suas posições e privilégios e a estrutura arcaica, o odre velho com seu conteúdo velho, como Jesus disse: “ E ninguém tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é excelente.” Lucas 5:39.
Porém, a bendita armadilha de Deus estava pronta. O texto, nos versos cinquenta e um e cinquenta e dois, mostra que em Sua soberania Deus usa quem quer “...Não disse isto de si mesmo...” . Referindo-se a Caifás. Além de revelar a intenção real do Pai - reunir Sua família. O que precisamos entender é que o santuário que Jesus queria reedificar, não está relacionado com templos feitos por mãos humanas, como o texto deixa claro, “Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” .
Jesus se refere ao Seu corpo, porém, Ele não está fazendo menção somente ao Seu corpo glorificado, Ele está se referindo a nós; o corpo de Cristo aqui na terra, como fica evidente no evangelho de João. “Ora, ele não disse isto de si mesmo; mas, sendo sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus estava para morrer pela nação e não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos”. João 11:51-52.
O mundo vive um processo de tentativa do desencantamento, da morte do transcendente, como se isto fosse possível. Vivemos influenciados pelo materialismo histórico e pelo consumismo, como se isso pudesse constituir o sentido da vida. O máximo que o mundo suporta de Deus, é Deus como uma ideia reguladora, ou como um produto a ser consumido, tendo em vista suas culpas psicológicas e suas buscas frenéticas por um sentimento de adequação.
Isto é bem próprio do mundo, o problema maior é saber o quanto isto tem nos influenciado. Vemos pessoas dizendo: eu frequento tal igreja por causa do louvor, o outro diz: eu gosto mesmo é do ambiente e do trabalho que eles têm com as crianças e com os jovens. Ou ainda: lá tem estacionamento e o ar condicionado é bom e é perto da minha casa. São pessoas que contribuem com a igreja local, quando contribuem, como quem paga uma mensalidade, alimentando assim os mercadores.
Mas nós não aprendemos assim a Cristo. Cristo disse: “Eu edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:18b.Nós somos chamados a sermos os ombros do Senhor, quando se arremete contra as portas do inferno, que são suas últimas defesas. Somos chamados a sermos bocas do Senhor para anunciar o Evangelho do amor de Deus aos indignos.
Somos ensinados por Cristo que somos todos necessários no corpo. “ Se todo corpo fosse olho, onde estaria o ouvido?” 1 Coríntios 12:17. Somos ensinados, que não importa quão pequeno podemos nos considerar no corpo, Deus nos confere honra. “E os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra...” 1 Coríntios 12:23a. A palavra de Deus nos ensina que todo o corpo precisa de interação e conexão com a Cabeça que é Cristo. “E não retendo a cabeça, da qual todo corpo, suprido e bem vinculado pelas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.” Colossenses 2:19.
Jesus reconstruiu o santuário de Deus, que somos nós, na Sua ressurreição.“...porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.” 1 Coríntios 3:17b. Jesus nos fez Seu corpo, individualmente ligados uns aos outros. “Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente membros desse corpo.” 1 Coríntios 12:27.
Que neste mundo sem espírito, tenhamos a consciência e a revelação de que Jesus toca através de nós, que Ele fala pela nossa boca, que Ele age neste mundo por meio da Sua igreja encarnada que é o Seu corpo. Por, Alexandre de O. Chaves / alexandre@palavradacruz.com.br. /  http://youtu.be/YRWeKZIIkfc.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A religião é o ópio do povo


A noção comunitária do cristianismo sofreu severamente sob a moral legalista. Perdemos de vista a consciência de que a celebração da ceia é a reunião da família santa e adoradora de Deus em torno do seu Irmão mais velho que os conduz ao Pai em submissão amorosa. A religião tornou-se uma espécie de negocio de cabine telefônica, uma comunicação em particular entre mim e Deus sem nenhuma referência ao meu irmão. Vou à igreja enquanto o mundo vai para o inferno. 
fonte: http://web.uvic.ca/vv/student/chinatown/opium/p2.html
Quando a lei externa me entorpece e me leva para uma insensibilidade tal que não consigo mais ouvir o grito angustiado de meu irmão; quando os cristãos […] podem ficar mais gordos e mais egoístas em sua superabundância – enquanto em algumas ruas adiante seus irmãos brancos, afrodescendentes e latinos estão submersos em uma pobreza triturante e uma sordidez despessoalizante – e ainda apaziguam a consciência com os cultos que frequentam no domingo; quando (os cristãos) podem gastar 30 bilhões com suas próprias férias e distribuírem ínfimos milhões em campanhas antipobreza, então Karl Marx estava correto: "a religião é o ópio do povo"

(Brannan Manning, Meditações para maltrapilhos, p. 301).

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

FAMÍLIA, AMBIENTE DO EVANGELHO.


Nesta mensagem falando sobre as relações familiares, o pastor Alexandre O. Chaves, fala do abuso que sofreu aos quatro anos de idade, e de como Deus o curou, dando a ele a condição de perdoar seu Pai, que havia sido seu abusador.

FAMÍLIA, AMBIENTE DO EVANGELHO.