segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A religião é o ópio do povo


A noção comunitária do cristianismo sofreu severamente sob a moral legalista. Perdemos de vista a consciência de que a celebração da ceia é a reunião da família santa e adoradora de Deus em torno do seu Irmão mais velho que os conduz ao Pai em submissão amorosa. A religião tornou-se uma espécie de negocio de cabine telefônica, uma comunicação em particular entre mim e Deus sem nenhuma referência ao meu irmão. Vou à igreja enquanto o mundo vai para o inferno. 
fonte: http://web.uvic.ca/vv/student/chinatown/opium/p2.html
Quando a lei externa me entorpece e me leva para uma insensibilidade tal que não consigo mais ouvir o grito angustiado de meu irmão; quando os cristãos […] podem ficar mais gordos e mais egoístas em sua superabundância – enquanto em algumas ruas adiante seus irmãos brancos, afrodescendentes e latinos estão submersos em uma pobreza triturante e uma sordidez despessoalizante – e ainda apaziguam a consciência com os cultos que frequentam no domingo; quando (os cristãos) podem gastar 30 bilhões com suas próprias férias e distribuírem ínfimos milhões em campanhas antipobreza, então Karl Marx estava correto: "a religião é o ópio do povo"

(Brannan Manning, Meditações para maltrapilhos, p. 301).

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